quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Coisas estúpidas que você faz com o seu smartphone

Seu smartphone pode ser o seu segundo cérebro, mas ele também pode transformar você em uma pessoa sem senso de direção, quase sem nenhuma capacidade de se relacionar com outras pessoas e sem privacidade. Resolver esses problemas é fácil, mas primeiro você precisa aprender quais são eles. Eis aqui as coisas estúpidas que você está fazendo com o seu smartphone.

Coisa Estúpida #1: Você confia demais no seu smartphone, o que faz com que você esqueça números e endereços importantes

Muita gente acha que o seu smartphone está deixando você burro. Isso não é verdade, mas ocasionalmente confiar demais pode gerar problemas – pelo menos no que diz respeito a autossuficiência. Dependa demais de GPS curva-a-curva e você nunca irá aprender como chegar lá por si mesmo. Você provavelmente não consegue lembrar mais do que alguns poucos números de telefones dos seus contatos, o que não é problema até que acabe a bateria do seu celular e aconteça uma emergência. Apesar de você não precisar lembrar cada informação que passar pelo seu caminho, você pode se beneficiar armazenando certas coisas direto na sua massa cinzenta. Se você quer usar seu smartphone de uma maneira mais inteligente, ele precisa ser um suplemento – não um substituto – para as tarefas que você deveria ser capaz de fazer por si mesmo.

Para consertar este problema, pode ser uma boa ideia reprogramar sua memória. Você não está acostumado a reter informações que o seu smartphone fornece, então você precisa começar a levar um tempo para lembrar a informação que você solicitou. Quando você estiver vendo as informações sobre um caminho, olhe as indicações algumas vezes, repita em voz alta e tente lembrar-se delas conforme dirige até o destino. Você sempre pode aproveitar quando parar em um sinal para dar uma olhada caso esqueça uma ou outra curva, mas fazer o esforço para lembrar é o mais importante. Dessa maneira você será capaz de percorrer o mesmo caminho novamente sem a necessidade de olhar para as indicações. Depois de fazer viagens suficientes na mesma cidade, você saberá onde está sem a ajuda do seu celular.

Quando se tratar de lista de tarefas e números de telefone, não guarde simplesmente no seu celular. Escreva em um papel, com um lápis ou uma caneta de verdade. O ato de escrever pode realmente melhorar sua habilidade de aprender, então você irá aproveitar mais do processo. Além disso, olhe para os números de telefone antes de discá-los e fale em voz alta antes de ligar para ajudar a lembra-los. Uma solução fácil é trocar o nome dos seus contatos favoritos pelos seus respectivos números. Veja a sua lista de tarefas no começo do dia para que você saiba o que precisa ser feito, ao invés de ficar consultando a lista sempre que precisar fazer uma nova tarefa. Ter a tarefa na sua mente irá te tornar mais produtivo porque você será capaz de planejar o que e quando você irá fazer cada uma delas. Não há nada errado em guardar essa informação no seu celular, mas uma boa parte deve ser guardada no seu cérebro também.

Coisa estúpida #2: Você não paga US$1 por um ótimo app

Existem milhares de apps gratuitos para smartphones, mas às vezes tem um app melhor por um preço pequeno – um preço que muitos não pagam. Veja o caso do Sparrow, por exemplo. Você tem um cliente de e-mail gratuito que vem com o seu iPhone, e ele não é de todo ruim. O Sparrow, por outro lado, é fantástico – especialmente se você é usuário do Gmail. Ele custa atualmente US$ 2, e isso é um obstáculo para muitas pessoas, apesar dos elogios de amigos e de gente por toda a web. Quando a Apple começou a app store, e o Google fez a dele, nós entramos em um mundo onde o software se tornou muito barato. Não é incomum evitar pagar por algo porque nós sabemos que existem muitas opções disponíveis de graça. Mas algumas vezes, vale a pena.

Tente ver por outro lado: às vezes você paga R$ 15 em uma refeição que você poderia fazer por R$ 5 em casa. Mas você faz isso porque a refeição do restaurante vai ter um gosto melhor e você não vai ter que perder tempo cozinhando. O mesmo vale para apps: algumas vezes você deveria gastar alguns dólares em algo sensacional que irá te poupar tempo e esforço – ou simplesmente porque é muito legal. Se você está preocupado em gastar demais, determine um limite mensal para apps. Não apenas você vai ter um smartphone melhor e mais funcional, mas você estará apoiando desenvolvedores que trabalham duro para fazer coisas legais para você. Todo mundo sai ganhando.

Coisa estúpida #3: Seu aparelho notifica você sobre tudo

Seu sistema de notificação do celular é como um adestrador de cachorro e você, infelizmente, é o cachorro. Quando você é notificado o tempo todo, fica acostumado a constantemente pegar o seu aparelho para ver o que aconteceu. E é tão ruim que algumas pessoas sentem o aparelho vibrando quando não está. Se você já olhou seu celular porque você pensou que ele tinha vibrado, mas não tinha acontecido nada, você provavelmente habilitou notificações demais.

Eu deixo meu aparelho no silencioso a maior parte do tempo e simplesmente verifico periodicamente para saber se tem algo novo que eu preciso ver. Isso funciona bem para mim. Eu ainda não perdi nada urgente. Porém, isso não funciona para qualquer um. Pode ser que você precise de notificações conforme elas aconteçam no trabalho, ou simplesmente prefira ficar sempre atualizado. Neste caso, faça uma limpeza nas suas notificações para receber as coisas que você considera importante e ignore as que pode ver depois. Na maioria dos casos, isso significa editar as configurações de notificação de cada app e mantê-las ligadas, caso sejam importantes; desligar a vibração, se não forem importantes; ou desligar totalmente se for algo inútil. Isso irá minimizar suas distrações diárias e o ajudará a evitar ficar olhando seu celular a cada segundo.

Coisa estúpida #4: Você fica distraído com o seu smartphone enquanto dirige

Mandar mensagens de texto enquanto dirige é mais perigoso do que dirigir bêbado. Você sem dúvidas já ouviu isso antes, e provavelmente ainda está mandando mensagens de texto do seu carro – ou pelo menos dando uma olhadinha naquela última notificação – enquanto ainda está na estrada. Provavelmente você sabe que isso é ruim, mas o desejo de mandar aquela mensagem sobrepõe o bom senso no momento. Apesar de ser bem melhor não usar o seu aparelho enquanto dirige, é possível dirigir com segurança enquanto usa o seu celular – pelo menos de maneiras moderadas. A chave é manter seus olhos – e seu foco – na estrada.

Realisticamente, você sempre terá distrações no carro que irão atrapalhar a sua concentração. Manter essas distrações no mínimo irá ajudar você a dirigir com mais segurança. Isso significa usar controle de voz para mudar uma música ou enviar uma mensagem de texto enquanto está ao volante, e tanto o iOS quanto o Android tem funções de controle de voz. Se você está usando um modelo mais antigo de iPhone que não tem Siri, o Vokul pode quebrar o galho. Se você é um usuário de Android que quer uma assistente pessoal como a Siri, você tem várias opções. Controle de voz é uma maneira muito melhor de controlar seu smartphone sem tirar seus olhos ou o foco da estrada, mas ainda se qualifica como uma distração. A melhor opção, se você tiver que mudar de música, ou mandar uma mensagem de texto, é fazer isso em um semáforo. Como você estará usando o controle por voz, você conseguirá manter os olhos no semáforo para saber quando irá mudar, mas você não precisará prestar total atenção, porque o veículo não estará se movendo. Se você seguir essas regras, terá muito menos com o que se preocupar.

Coisa estúpida #5: Você não monitora suas configurações de privacidade

Seu smartphone guarda uma grande quantidade de dados pessoais e isso nos leva a duas questões relacionadas à privacidade. A primeira é que se o seu aparelho for roubado, o ladrão terá fácil acesso aos seus dados. A segunda, que os apps no seu aparelho podem estar rastreando um tanto a mais de informações do que você gostaria. Ambos os problemas são bem fáceis de resolver.

Para resolver o problema do aparelho roubado, proteja o seu smartphone com senha e habilite a exclusão total (wipe) remota. Assim, ninguém terá acesso fácil aos seus dados pessoais e você poderá destruir os dados remotamente, caso tenha algo particularmente secreto.

Para evitar que o seu smartphone monitore você de maneiras indesejadas, agende uma vistoria de privacidade uma vez por mês. (A propósito, você deveria fazer isso na web e nos seus computadores também). Isso é fácil (embora um pouco limitado) em um iPhone, já que você pode apenas abrir o app Configurações e clicar em Serviços de Localização para habilitar ou desabilitar acesso de apps. (No iOS 6, essas configurações estarão em uma nova aba de privacidade, que permitirá escolher vários tipos de informação que um app pode acessar).

Gerenciar sua privacidade no Android é um pouco mais complicado, porém você tem um controle maior. Primeiro, você vai querer garantir que o seu aparelho não está rodando um Carrier IQ – um programa que é capaz de rastrear e relatar uma quantidade enorme de dados sem o seu conhecimento. Segundo, um app chamado Privacy Blocker pode fazer vistoria para você. Ele irá dar uma olhada nos apps instalados no seu Android e dar uma visão geral dos dados que eles estão coletando. Se um app estiver fuçando onde não deveria, apague-o.

Coisa estúpida #6: Você negligencia outras pessoas para dar atenção ao seu smartphone

A intenção das mídias sociais pode ser nos aproximar, mas ela é igualmente hábil em afastar pessoas. Quando você está passando tempo com outras pessoas, você não pode exatamente interagir com elas quando está usando o seu smartphone – é aquele maldito mito da multitarefa. Seu smartphone é um dispositivo destinado a manter você conectado com as pessoas com as quais você se importa. Quando você está com elas, o melhor é deixar o smartphone de lado. Resolver o problema costuma ser fácil assim.

Entretanto, se você se distrai com facilidade, desligue alertas e notificações. Se as pessoas com quem você está ficam constantemente verificando os aparelhos, gentilmente peça para que elas deixem de lado um pouco. A tecnologia é fantástica, mas muitas vezes vicia. Está sempre com você, diferente das pessoas. Então separe o seu tempo para smartphones e para humanos. É a melhor maneira de ficar conectado.

 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Conheça o Razr MAXX


Em 2012, a Motorola apresentou uns Androids simples, um com TV digital e um estranhocelular que conversa com o Google, mas não usa o sistema da empresa. Nenhum grande anúncio, nenhum smartphone arrasa-quarteirão com processador quad-core e tela de alta definição. Pode ser que esse apareça até o fim do ano, mas até o momento o grande Motorola de 2012 é o Razr MAXX (XT910).
Não nos entenda mal: é um senhor aparelho e tem a bateria mais durável que você encontrará por aí. Mas fora esse e alguns detalhes, é o mesmo Razr do ano passado, aquele fininho que cortava postes e outros objetos na propaganda. A “engorda” valeu a pena? Por R$ 1.500, compensa? Descubra em nosso review.

Hardware

O Razr MAXX deve satisfazer aqueles que reclamam do excesso de plástico da linha Galaxy, da Samsung. Ele tem um ou outro pedaço de plástico (duro e de boa qualidade), mas é dominado por vidro reforçado na frente e acabamento em Kevlar na traseira. É um mini-tanque que toca música, acessa a Internet e faz ligações no seu bolso. A única coisa que destoa desse conjunto é a portinhola para o micro SIM e SD card. Ela não abre do nada, mas parece meio frouxa. Talvez seja apenas sensação; se for esse o caso, é das ruins, pois parece que vai quebrar a qualquer momento.
Portinhola maldita.
A portinhola é o único e limitado acesso às entranhas do smartphone. Não há tampa traseira, a bateria é selada. Nas bordas, pouca coisa também. Do lado direito, os botões de volume e o de (des)ligar/(des)travar a tela, esse último meio duro e ruim de apertar, algo que irrita pois é a única forma de “acordar” o aparelho e quase sempre exige uma boa mira e pressão do usuário para funcionar. Em cima, a saída de som no padrão 3,5 mm e os conectores microUSB e micro HDMI (mais sobre esse depois). O Razr MAXX ainda conta com a fileira de botões táteis inferior característica da Motorola, câmeras frontal e traseira e os sensores de praxe. Na caixa, fones de ouvido, cabo USB, carregador de parede e cabo HDMI.
Portas na parte superior.
Botões da discórdia.
O MAXX do nome se refere à autonomia da bateria que quase dobrou em relação ao Razr original: de 1780 mAh, a do novo modelo foi a 3300 mAh. Mas não há nenhuma tecnologia nova revolucionária aqui, foi um aumento bruto. A Motorola “engordou” o Razr para fazer caber mais células de lítio dentro do seu corpo. Como resultado, ele é 1,9 mm mais grosso e 18 gramas mais pesado que o anterior.
Senti um pouco de incômodo com o tamanho e o peso do Razr MAXX, talvez pelo costume com os surpreendentemente leves Galaxies S. Apesar da tela de 4,3″, ele tem muitas “sobras” na parte frontal, bordas grossas ao redor da tela. É mais difícil alcançar o canto superior esquerdo com apenas uma mão, um problema que infelizmente é quase unânime atualmente nos Androids topo de linha. Já o peso extra não é de todo ruim. Com ele, o “calombo” da câmera está menos destacado, o que torna o ponto de equilíbrio do aparelho na mão melhor do que no primeiro Razr, onde a todo momento parecia que ele ia cair para frente. O aumento na espessura foi sutil e, mesmo com ele, o Razr MAXX ainda se apresenta e passa a sensação de ser um celular fino.
Fino pero no mucho.
De resto, Razr e Razr MAXX são idênticos: mesmo processador, mesma GPU, mesmas quantidades de memória, mesma câmera. Isso não chega a ser um problema porque, sejamos francos, ainda hoje a leva de Androids topo de linha do ano passado faz bonito e, no uso diário, ele não fica devendo em desempenho. O que pesa aqui, talvez, é a percepção — Samsung e HTC já têm modelos ainda maismonstruosos à venda. Se você não liga para essas comparações, o hardware levemente defasado, mas ainda muito competente do Razr MAXX não deverá ser problema.
Em resumo, o Razr MAXX é um aparelho bonito e com traços diferentes de outros Androids. Meio grande para a sua tela (4,3″) e pesado, mas rapidinho, com uma bateria incomparável e quase atualizado — por algumas semanas ele não saiu de fábrica com a última versão do Android

Câmera

A câmera do RAZR MAXX.
Uma das maiores surpresas do Razr do ano passado foi sua câmera. Foi a primeira vez que a Motorola acertou neste quesito. Ela era capaz de fazer fotos que não ficam com aquele jeitão de celular — embora tecnicamente sejam de celular, mas… ah, você entendeu.
No Razr MAXX a fórmula foi mantida. Arrisco dizer que a mesma câmera foi mantida, o que é… bem, é “bom”. Poderia ser melhor, afinal o tempo passa, as coisas evoluem e, nesse sentido, a concorrência já deu passos significativos adiante, mas poderia ser pior, poderia rolar um retrocesso aqui.
Por “bom” o que quero dizer é que o Razr MAXX chega no limite daquele benchmark padrão e não muito científico sobre tirar fotos dentro e fora de casa. Ao ar livre, com muito Sol para ajudar, as fotos saem legais. Mas se pintar uma ou outra nuvem no céu, ou se você depender de iluminação artificial, aí a coisa complica. Aparece bastante ruído nas imagens e cores e balanço de branco saem um pouquinho esquisitos. Veja por si mesmo (as imagens não receberam tratamento algum):
Na hora de fazer vídeos, o Razr MAXX grava em 1080p a 24 fps e se sai bem. O foco automático, porém, não é dos mais rápidos e às vezes falha geral, o que pode prejudicar a gravação de eventos mais ágeis.

Ice Cream Sandwich quase puro

Lockscreen, app drawer e about.
Além da câmera, outro aspecto do aparelho que destoa do passado da Motorola é o sabor de Android que vem instalado de fábrica. Não é o mais recente, mas é o Ice Cream Sandwich. O melhor: quase sem modificações, como já vimos neste comparativo de skins.
Não dá para saber se tem dedo do Google aqui ou se quem decide o que fazer com o Android na Motorola foi iluminado e optou pela sensatez, mas o Android 4.0.4 do Razr MAXX é bem bom. A Motorola respeitou bastante o tema Holo, padrão do ICS, e fez apenas pequenas intervenções na interface. As mais visíveis estão nos apps Galeria e Música, que foram substituídos por uma versão integrada ao MotoCast, um serviço da empresa que permite o trânsito livre via Internet de fotos entre o smartphone e um computador ligado e pré-configurado. Funciona e talvez valha pela praticidade, mas não é nada de outro mundo, ou que o Dropbox e tantas outras soluções não resolvam.
Mais interessante, porém, são as Smart Actions, que já existiam no Razr original e receberam um trato aqui — o mais legal deles, sugestões de Smart Actions que pintam vez ou outra na área de notificações. Com esse recurso, o usuário define ações que são desencadeadas automaticamente quando algum evento, também definido por ele, ocorre. Exemplo? “Desligue todas as conexões de dados entre 20h e 8h quando eu estiver na minha casa.” Essa eu que fiz, e simplesmente funciona. Dá para fazer miséria com as Smart Actions, o sistema é bastante flexível.
Smart actions, homescreen e bateria.
De resto, a Motorola mexeu em alguns menus, trocou uns ícones, instalou alguns apps por conta própria e uns widgets diferentes (e bem úteis na falta dos controles de recursos na área de notificação, coisas como (des)ativar GPS, Wi-Fi, 3G etc). Faltou um esforço no quesito personalização; o ICS ficou muito mal passado em algumas áreas. Não dá para escolher, por exemplo, quantas homescreens usar, são cinco e acabou. Quem diria que, um dia, estaríamos reclamando da falta de interferências da Motorola em um Android…

Desempenho e **BATERIA**

Todo o marketing do aparelho recai em sua bateria animal e não poderia ser diferente. A experiência de usar um Android, ou melhor, um smartphone topo de linha com uma bateria tão poderosa é, no mínimo, diferente.
Em vez de judiar do aparelho durante um dia inteiro como costumamos fazer em testes de smartphones, preferi seguir a via do “usuário padrão”. Coloquei meu SIM card no Razr MAXX, configurei a Conta Google e redes sociais, instalei os apps que uso e… bem, passei a usá-lo como uso o meu smartphone pessoal, que costumo carregar em média a cada um dia e meio. Não foi exatamente igual porque, vocês sabem: celular novo não para no bolso, está sempre na mão para ver um detalhe aqui, testar um joguinho ali, experimentar o que ele tem a oferecer, mostrar para os curiosos… enfim, analisá-lo (é para isso que nos mandam, né?).
Foram três dias e meio antes que ele pedisse água, digo, energia. Três. Dias. E. Meio. Mais do que o campeão de autonomia anterior, o Huawei Honor, e muito mais do que qualquer outro smartphone que já tenha passado por aqui. O tempo que a bateria aguenta longe da tomada é notável e sem igual no momento.
O melhor disso tudo é que o Razr MAXX não pede concessões, não compromete outras áreas em troca dessa bateria monstra. Se o Honor deixa de lado a qualidade de construção e o desempenho, o da Motorola não fica devendo em nenhum aspecto. É um smartphone topo de linha E com uma bateria arrasadora.
E por falar em desempenho, quem já viu o Razr sabe do que o Razr MAXX é capaz: como já dito, são os mesmos componentes internos. Uma leve melhora é percebida em áreas mais voláteis, como navegação web, mas aí os méritos são todos das otimizações do Ice Cream Sandwich. Testamos os seguintes jogos: Ultimate Spider-Man: Total Mayhem, Need For Speed Hot Pursuit (esses vêm com demonstrações gratuitas pré-instaladas), Cytus, Dead Trigger e Amazing Alex, e todos rodaram numa boa e, ao sair de cada um deles, o sistema não sofreu com lentidões ou travadas. Ele pode não ter quatro cabeças ali, mas as duas que existem não o deixam na mão.

Áudio, vídeo e conexão com a TV

Fones de ouvido simples.
A Motorola foi meio muquirana na escolha dos fones de ouvido. Eles são bem simples, não são do tipo intra-auriculares e… bem, e só. Por outro lado, as configurações de áudio do Android possuem alguns efeitos pré-configurados que dão um gás no som de todo o sistema — então mesmo apps diferentes do player de música nativo, como os Rdio e Spotify da vida, acabam se beneficiando. Mas não espere qualidade soberba; há um ganho em graves e profundidade perceptível, mas ainda assim bem longe de algo que possa ser considerado bom.
Quando o assunto é vídeo, o Razr reproduz MP4 e alguns outros formatos populares, inclusive em alta definição — tascamos um em 1080p e rodou liso. Só não apele para formatos mais “anárquicos”, como Matroska, ou espere que legendas funcionem por padrão, pois irá se decepcionar. O mais estranho é que o aparelho não tem um app de vídeo dedicado; eles são exibidos na Galeria, junto com fotos.
Por fim, a conexão à TV via cabo HDMI. Motorola, você economizou mandando fones de ouvido chinfrins para poder incluir esse cabo bonitão HDMI na caixa? Se sim, a gente te perdoa.
Uia, Android na TV!
O Razr MAXX, diferente da versão anterior, não vem com o webtop, aquela caixinha esquisita para ligar o aparelho à TV. Ele traz um cabo HDMI, com uma ponta normal e outra micro HDMI. Ao ser conectado à TV, mais novidades: nada do Firefox pesado ou (só) a interface para celular do Razr clássico. Aproveitando a unificação das interfaces de smartphone e tablet do ICS, ao ligá-lo à TV e escolher o modo webtop o Android se transforma na versão para tablets e escala a resolução para 720p (mesmo se a TV, como era o nosso caso, for 1080p). Outra curiosidade é que, escolhendo a galeria ou modo espelho, onde a interface de celular permanece ativa, a homescreen e a lockscreen passam a girar com o acelerômetro e ficam na horizontal; sem o cabo HDMI, isso não acontece.
É uma solução prática, mas ainda longe de aposentar seu notebook ou desktop. Nem como HTPC, se pensarmos que ele não chega à resolução máxima da TV e que há vários entraves no gerenciamento (a tela do celular precisa estar sempre ligada e o cabo dá adeus à praticidade dos controles remotos) e em recursos (pouco espaço interno, app padrão para ver vídeos bem limitado). No fim das contas, é um quebra-galho curioso e uma frescurinha bacana de se mostrar para os amigos.
Bátima, é você?

Do que gostamos

Da bateria, sem dúvida. Em um mundo ideal, todo smartphone teria a mesma autonomia do Razr MAXX — no mínimo. O acabamento também salta aos olhos, com exceção da já mencionada portinhola frouxa, e o aparelho é bem bonito, quase imponente. Merece destaque, ainda, o tratamento dado ao Ice Cream Sandwich, ou a falta dele: a skin da Motorola é, no momento, a mais “pura” entre as grandes fabricantes. Para quem gosta do Android limpo, mas torce o nariz para o Galaxy Nexus por qualquer motivo, eis aqui uma opção a se considerar.

Do que não gostamos

As dimensões do Razr MAXX são um tanto… avantajadas para quem tem uma tela de 4,3″. Ele é quase do tamanho de Galaxy S III e HTC One X, mas sem oferecer uma tela à altura desses dois para justificar todo o seu tamanhão. E ele é um pouco mais pesado que a média também, o que assusta e, em certo grau, incomoda um pouco. O botão de destravar a tela e ligar/desligar, esse detalhe tão pequeno, é profundamente irritante.

Vale a pena comprá-lo?

RAZR MAXX: vale a pena?
No geral, há poucas coisas para não gostar no Razr MAXX. É um aparelho completo, embora esteja uma geração atrás da concorrência, que traz hardware melhor ainda que, no momento, praticamente subutilizado. Mas mesmo em pontos onde não se considera a força bruta, como tela e câmera, o Razr MAXX continua um passo atrás. E pelo que custa (R$ 1.500), é de se considerar se essas pequenas concessões valem a pena — opções melhores como Galaxy S III (por até R$ 1.700 em promoções de lojas) e iPhone 4S (R$ 1.800) custam pouca coisa a mais. E ainda temos os concorrentes do ano passado, como o Razr original e o Galaxy S II que com algum esforço se encontra por até R$ 1.200. Com exceção da bateria, ambos fazem frente ao Razr MAXX.
O fato é: bateria melhor que essa, você não encontrará em nenhum outro. Se esse fator é o que importa, o Razr MAXX é a melhor compra do momento. Se for um dos, aí a escolha já se torna mais complicada. É um bom aparelho e vem num preço ligeiramente menor que outros lançamentos de 2012, mas esses trazem bem mais evoluções em relação à leva de smartphones do ano passado. Cabe a você decidir descobrir o melhor equilíbrio.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Conheça alguns recursos do Google desconhecidos por você

O Google é uma grande máquina com todos os tipos de apps, programas e ferramentas. Muitos desses — como o Gmail e o Google Docs — são claramente úteis e amados por muita gente. Mas escondidos dentro da rede do Google estão pequenas e incríveis jóias menos conhecidas que podem deixar a sua vida mais fácil.

Ao longo dos últimos anos, o Google experimentou um monte de produtos. Ocultos sob apps populares como Gmail, pesquisa e Chrome, estão vários recursos legais que a maioria das pessoas não se deu ao trabalho de notar. Aqui estão alguns dos recursos desconhecidos favoritos do Google, dos apps do Google Drive ao Google+ com todo o resto no meio.

Use apps do Google Drive para funcionalidades e recursos extras

Para a maioria de nós, o Google Drive é só um novo nome bonitinho para o Docs. Entretanto, a recente integração de apps baseados na web no Google Drive está começando a ficar interessante. Esses apps utilizam a sua pasta no Drive diretamente para guardar novos arquivos lá ou integrar-se com os arquivos que você já possui. Aqui estão alguns dos apps do Drive que achamos úteis:

Envie e receba fax de graça com o HelloFax

HelloFax.O HelloFax não é o único serviço de envie e recebimento de fax online, mas sua íntima integração com o Google Drive o torna incrivelmente fácil de usar.

Com o HelloFax instalado, todo fax que você envia através do serviço é linkado diretamente ao Drive. Precisa enviar algum formulário? Envie-o a partir do Drive. Esperando por um fax? O HelloFax o armazenará diretamente em sua pasta no Drive, então você pode acessá-lo de qualquer lugar. A maioria de nós só usa uma máquina de fax em raras situações e o HelloFax é uma versátil alternativa para uma máquina grande e desajeitada.

Assine facilmente qualquer documento com o DocuSign

Assim como enviar faxes, outra coisa que você provavelmente não faz com frequência é assinar e retornar documentos. O DocuSign é um app do Drive que faz exatamente isso. Você pode compartilhar documentos que precisam de assinaturas ou adicionar a sua própria diretamente do Google Drive. Você recebe apenas 15 assinaturas gratuitas com o serviço, mas, honestamente, com que frequência você assina algo fisicamente, com papel e caneta?

Edite fotos diretamente do navegador com o Pixlr Editor e Aviary

Editor de imagens na nuvem.Ambos Pixlr Editor e Aviary são simples, mas úteis ferramentas de edição de fotos para o Google Drive que funcionam diretamente no seu navegador.

Se estiver procurando por um app similar em funções ao Photoshop, o conjunto de recursos do Pixlr Editor o torna uma excelente escolha. O Pixlr Editor não tem a abundância de ferramentas do Photoshop, mas como uma ferramenta gratuita de fotos na nuvem, ele funciona muito bem.

Se pequenos retoques em fotos são mais a sua praia, então o Aviary é tudo de que precisa. Envie suas fotos para o Drive e você poderá fazer simples edições como mexer nas cores e corrigir pequenos defeitos a partir do Drive.

Tenha detalhes do seu uso do Google Docs com o Spanning Stats

Spanning Stats.Você já se perguntou como gasta o tempo pra valer no Google Drive? O Spanning Stats é um app que analisa essas informações e as transformam em gráficos. Para a maioria das pessoas isso significa que você verá uma análise do que está ocupando espaço no seu Drive. Usuários avançados se beneficiam dos gráficos que mostram o volume de documentos criados em uma semana, mês e mais. Há também uma bela visualização dos horários nos quais você costuma criar novos documentos.

Se você for fã da ideia de quantificar-se a si mesmo, o Spanning Stats é um ótimo app para manter no seu Google Drive. Com ele, é possível ver como se está usando o Drive e, com sorte, usar essas informações para gerenciar melhor o seu tempo.

Recursos úteis e ocultos do Google+

O Google+ não decolou enquanto rede social, mas como uma plataforma aberta para coisas relacionadas ao social ele funciona muito bem.

Use o Local para encontrar e compartilhar seus locais favoritos

Google Local.A aba Local do Google+ não parece tão interessante pela descrição que tem: digite um endereço e o Google+ mostra a você restaurantes com a nota da Zagat. Mais interessante é o fato de que os usuários do Google+ também podem escrever reviews e ele mostra recomendações. Feito da maneira correta, você pode receber recomendações de pessoas que conhece cada vez que buscar por um restaurante.

Mesmo sem os recursos sociais, o Google Local é útil para encontrar bons lugares para uma refeição rápida. Claro, milhões de serviços de recomendações de restaurantes existem por aí, mas o Google Local é integrado onde você provavelmente começa a maioria das suas pesquisas: a busca do Google.

Organize suas festas com o Eventos para acesso liberado e convites

O Facebook tem um sistema de eventos, mas o problema é que você precisa de uma conta no Facebook para usá-lo. O novo Eventos do Google+ é muito mais fácil de usar. Crie um evento, compartilhe-o com seus amigos no Google ou qualquer um em sua lista de emails e está pronto. Eles não precisam se cadastrar no Google+ apenas para ver o convite.

Começado o evento, as pessoas podem compartilhar fotos no momento em que elas são tiradas diretamente na página do evento habilitando o Modo Festa no app do Google+, dar uma olhada nas fotos depois e baixá-las com um só clique. Como forma de convidar e documentar um evento, o Google Eventos é bem poderoso.

Guarde suas fotos na nuvem do Google+ automaticamente

Envio Automático.Ainda que você não esteja usando o Google+ para muita coisa, ele é um bom local para guardar fotos. Novamente, você já tem uma conta, então talvez possa usar o espaço que ela traz consigo. Dá para ativar o Envio Automático no iPhone ou Android e toda foto tirada será automaticamente enviada para a nuvem. Como um serviço de backup fácil de usar e gratuito, não é uma má opção.

No que diz respeito ao compartilhamento, você pode definir que as fotos sejam visíveis a algumas pessoas em seus círculos no Google+, ou torná-las privadas e compartilhá-las diretamente via email. O destinatário não precisa ter conta no Google+ para olhar a galeria. Se você preferir um cliente desktop, todas as configurações do Google+ se integram perfeitamente com a ferramenta gratuita de gerenciamento de fotos do Google, o Picasa.

Faça reuniões online com o Google Hangouts (e seus apps)

Apps para Hangouts.Os Hangouts do Google+ são uma simples sala de bate-papo por vídeo que permite que até dez pessoas conversem ao mesmo tempo, juntas. É fácil de usar e nós do Lifehacker usamos o recurso para nossas reuniões semanais. O mais interessante é a vastidão de apps especializados desenvolvidos para o Hangouts que acrescentam alguns tipos de funcionalidades que vão de lousas a vídeo poker. Alguns dos nossos favoritos:

  • Cacoo: é uma suite completa de complementos meio nerds para o Hangouts. Dentro dos Hangouts você pode criar mapas mentais, colaborar em diagramas e até mesmo trabalhar no layout do escritório. O Cacoo provavelmente não é um dos que usamos com mais frequência, mas ele certamente será bem útil em algum momento.
  • SlideShare: é sobre apresentações. Você pode criar apresentações de slides com o SlideShare e compartilhá-las com outros em um Hangout. Simples, fácil e não requer nenhum conhecimento técnico específico para usar.
  • ConceptBoard: quer colaborar em um projeto grande e deixar que outros apenas despejem ideias em uma simples imagem? O ConceptBoard é uma lousa gigante para seus Hangouts. Ele pode parecer meio bobo à primeira vista, mas funciona muito bem se você estiver participando de um projeto muito visual.
  • Compartilhamento de tela: é um dos recursos nativos do Hangouts que se mostra excelente quando você precisa dar uma mão para amigos ou familiares. Em um Hangout, simplesmente clique em "Compartilhar tela" no topo da sua e pronto. Você não pode controlar o computador de outra pessoa remotamente, mas pode compartilhar exatamente o que estiver fazendo — e eles podem fazer o mesmo que você — para resolver facilmente quaisquer problemas.

Google Drive e Google+ são provavelmente as áreas onde o Google está concentrando muito do seu atual momento. Ainda assim, alguns dos seus outros serviços são tão interessantes quanto.

Todo o resto: apps, produtos e scritps automatizados

Como dissemos no início, o Google tem uma tonelada de apps, serviços e recursos. É realmente difícil dar atenção a todos eles, muito menos se importar com. Escondidos na lista de produtos estão alguns pequenos apps que cresceram conosco ao longo do tempo. Vamos dar uma olhada em alguns dos nossos favoritos.

Google Schemer como ferramenta de planejamento e gerador de ideias para projetos

Schemer.

Em essência, o Google Schemer é uma ótima maneira de encontrar coisas novas para fazer na sua cidade. Você pode digitar seu endereço no Schemer e ver que tipo de coisas as pessoas estão fazendo à sua volta. Nós também falamos sobre usá-lo para cumprir seus objetivos porque pode defini-los como metas públicas que seus amigos acompanharão.

Basicamente, o Schemer é um meio de não só encontrar coisas interessantes para fazer, mas compartilhá-las com pessoas fisicamente próximas e amigos. O Schemer pode ajudá-lo a encontrar novas coisas para fazer se você estiver em uma cidade diferente por uma noite, ou apenas se quiser explorar a sua própria.

Google Maps personalizado para navegação personalizada

Mapas personalizados no Google Maps são simples de se fazer e dá a você o poder de ter um mapa completamente personalizado da cidade.

Você pode, por exemplo, manter um mapa para a sua vida. Coloque nele o endereço de casa, do seu trabalho e lugares aonde gosta de ir. Na medida em que descobre novos, adicione-os ao mapa, compartilhe-o com sua família e crie uma lista dos seus locais favoritos. A sua lista fica integrada diretamente no Google Maps do seu computador, então você terá sempre uma ideia do quão próximo está dos lugares de que mais gosta.

Relatórios ativos para monitorar o seu uso do Google

Relatórios ativos.

Já teve vontade de saber no que você gasta o tempo que passa com o Gmail aberto? Os relatórios ativos respondem essa para você. Os relatórios ativos analisam a sua atividade no Google e lhe mostram o que você mais tem pesquisado, quantas pesquisas você fez, como usa o Gmail e mais.

O que você faz com todos esses dados é contigo e sua utilidade varia de acordo com quanto tempo você gasta no Google. Ainda assim, como um histórico do seu tempo em frente ao computador, os relatórios ativos são uma fonte valiosa que talvez o ajude a descobrir o que há de errado (ou certo) com o seu uso do PC durante o mês.

Google Bookmarks como um serviço de leia depois e histórico de navegação integrados

Antes de serviços do tipo "leia depois" como Pocket e Instapaper, havia o Google Bookmarks: um serviço que permite a você salvar páginas para ver depois sem usar a sobrecarregada barra de favoritos do seu navegador.

Você pode organizar esses bookmarks em labels para deixá-los à mão e pode acrescentar novos links à listagem com um simples bookmarklet. O Google Bookmarks não tem o brilho de um serviço como o Instapaper, mas como um lugar para salvar links para pesquisas, ou apenas para ler depois, é uma boa pedida.

Scripts do Google Apps para automatizar tudo o que você faz no Google Apps

Gmail Meter.Scripts do Google Apps são, basicamente, pequenas rotinas a la Automator que você pode criar e compartilhar para automatizar tarefas entre seus apps Google. A curva de aprendizado para fazer o seu não é das maiores, mas a melhor parte é que você pode baixar e usar qualquer um dos scripts das pessoas diretamente em seus documentos (abra uma nova planilha no Google Drive, clique em Ferramentas > Galeria de scripts). Recentemente os scripts foram integrados à Google Web Store, então o seu uso tende a ficar mais fácil. Eles vêm em uma grande variedade de sabores, mas aqui estão alguns dos nossos favoritos atualmente:

  • Gmail Meter: esse script trabalha de forma parecida com o já mencionado Monitor de atividades, mas com mais dados. A cada mês você recebe um email com uma lista completa de todas as suas atividades relacionadas ao Gmail. O Gmail Meter analisa o seu uso de formas muito loucas, incluindo média de palavras usadas, tempo de cada email, tempos de resposta e comprimento das conversas.
  • Gmail Attachments to Google Drive: esse script envia automaticamente cada anexo recebido no seu Gmail diretamente para o seu Google Drive. É simples, mas bem útil se você faz muitas edições no Drive.
  • Gmail Snooze: ele faz uma só coisa: dá à sua conta no Gmail um botão de soneca de modo que você possa descansar sem se preocupar com o recebimento de novos emails por um certo período.
  • Gmail Filter to SMS: você pode configurar esse script e, então, receber notificações através de mensagens de texto quando um email com determinadas características é recebido. Uma mão na roda para quando você quiser dar um tempo nos alertas de novos emails, mas precisa ficar sabendo de mensagens que uma certa pessoa lhe envie na hora.

No passado, os scripts do Google Apps tinha contornos mais geeks. Com a adição do suporte ao Google Drive e a habilidade de enviá-los à Chrome Web Store, eles estão ficando bem mais amigáveis.

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Mesmo heavy users do Google não conseguem ficar a par de tudo o que a empresa lança. Na medida em que o Google integra seus serviços de uma forma mais coesiva no geral, testar esses serviços juntos com apps e scripts tende a se tornar uma medida mais poderosa e importante. Felizmente, começar a usar algumas das soluções apresentadas aqui agora significa que você estará melhor preparado para o futuro.

 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Conheça o Samsung Galaxy S III ( Review )

Com a linha Galaxy, a Samsung redefiniu o mercado de smartphones. Com o Galaxy S e o Galaxy S II, a fabricante coreana criou um concorrente forte e invejável para os donos de iPhones, engoliu o mercado da Nokia e abriu espaço para se diferenciar dos demais concorrentes no Android. O Samsung Galaxy S III não é exceção e consegue manter o histórico de excelência e funcionalidade da família.

No mercado brasileiro, a Samsung tem outra vantagem: o único smartphone hoje no mundo capaz de concorrer com o S III em hardware e recursos não será lançado por aqui, o HTC One X, por conta da recente desistência da fabricante taiwanesa de vender por aqui.

Design

O Galaxy S III é grande. Não grande como seu irmão-foblet Galaxy Note e sua tela de 5,3, mas grande. A família Galaxy S sempre teve displays grandes – 4 no S, 4,27 no S II e agora 4,8 no S III. Aqui, o aparelho é largo e comprido (71 mm x 137 mm) por conta da tela, mas a Samsung compensou na espessura (8,6 mm) e no peso (133 gramas com bateria).

Design

O desenho do S III, à primeira vista, parece estranho e desengonçado. Tive essa sensação ao ver as fotos do aparelho no seu anúncio, que sumiu quando comecei a usar o telefone no dia-a-dia. As curvas nas bordas e a mínina curvatura da borda da tela conseguem cativar o consumidor. A única parte frágil mesmo parece o botão central do aparelho (por conta de desgaste de uso com o tempo) e a cobertura plástica na parte traseira, que pode riscar em bolsos e bolsas cheias de coisas.

A tela HD Super Amoled 4,8 com resolução 1280 x 720 é estonteante (lembre que a outra tela 720p do mercado está com o Sony Xperia S). Textos ficam nítidos e, por conta do tamanho grande, é ótima para assistir vídeos e navegar entre as fotos tiradas com o S III.

Pela primeira vez em um aparelho Galaxy não percebo que a tela "carrega" demais os tons laranja/vermelho no modo de tela padrão. E se você achar que as cores puxam demais para o azul frio, basta corrigir o modo de tela nas configurações do aparelho (modos dinâmico, mais forte, e natural/filme, mais suaves, também estão disponíveis). Para ter uma ideia da resolução, veja uma captura em tamanho real.

Hardware

O Galaxy S III tem o hardware mais poderoso em um smartphone à venda no Brasil hoje. Além da supertela protegida por Gorilla Glass 2, processador quad-core de 1,4 GHz (Exynos 4212 Quad), 16 GB de armazenamento (no modelo testado) com expansão via cartões microSD, câmera de 8 megapixels/1080p (traseira) e 1,9 megapixel/720p (frontal), rádio FM com RDS e vários truques de software (mais sobre isso adiante) que aprimoram o Android 4.0.

Na frente do aparelho, vemos a tela gigante. Acima dela, a câmera frontal e dois sensores de luz/movimento, além do alto-falante. Abaixo, o botão central e dois auxiliares (menu/voltar) sensíveis ao toque e retroiluminados.

de frente

Atrás, a câmera de 8 megapixels com flash LED e um alto-falante. 

Visto por trás

Na lateral direita, o botão de liga-desliga – e note como o acabamento prateado cria a sensação de curvatura do aparelho. Senti falta de um botão disparador para a câmera.

botão liga-desliga

No lado esquerdo, o controle de volume e só.

controle de volume

Acima, o conector para fones de ouvido padrão 3,5 mm, a pequena ranhura para abrir a bateria e um microfone de redução de ruído nas ligações.

saída para headset

Abaixo, o conector microUSB para carregar a bateria e trocar dados com o PC/Mac, e o microfone. Nada de saída de vídeo HDMI, algo comum em outros aparelhos topo de linha (Xperia S, por exemplo), mas não faz falta.

conector microUSB

Abrindo a tampa traseira, nada além do esperado – ou quase.

Sem a tampa traseira

A bateria de 2.100 mAH padrão, o slot para microSD (abaixo, à esquerda) e a entrada para o microSIM card da operadora.

Sem a tampa traseira e a bateria

A mesma bateria revela uma pequena surpresa: o módulo NFC (Near Field Communications) está integrado nela.

Bateria com NFC

Dentro da caixa do aparelho, além do manual, nada além do esperado: um cabo USB/microUSB com tomada…

cabo USB + tomada

E um headset com microfone, controle de volume e fones do tipo in-ear (e borrachinhas de tamanhos diferentes para trocar).

Headset

 O tamanho importa

A Samsung entendeu, com o Galaxy Note, que telas muito grandes em aparelhos que cabem no bolso interessam ao consumidor. Por isso, o S III tem sua tela de 4,8 polegadas. Para efeito de comparação no mundo Android, veja como um HTC One S (tela de 4,3) parece pequeno ao lado dele.

Galaxy S III ao lado do HTC One S

 O modelo da HTC cabe inteiro e com folga em cima do S III – e, digamos, 4,3 não é uma tela pequena também. Se botar um iPhone 4S, também cabe inteiro em cima da superfície do S III.

HTC One S em cima do Galaxy S III

E chegamos ao ponto que eu queria chegar: o principal trunfo do Samsung Galaxy S III – a tela grande – é também seu maior calcanhar de aquiles. Vai um pouco além do que os manuais de usabilidade e ergonomia podem prever: nem sempre seu dedão vai chegar ao topo esquerdo da tela, pelo simples fato de que a tela é maior que a capacidade de estender seu dedo. E dói, viu? Depois de alguns dias usando o S III (não posso reclamar que tenho uma mão pequena), sinto um incômodo crescente.

Para visualização: o S III na minha mão, apoiado no centro da palma. Ao tentar tocar a área de notificações, o dedo não chega. Existe um limite onde as telas de smartphones podem chegar ao usar com uma mão apenas, e esse limite foi ultrapassado nessas 4,8 polegadas de tela (6,1 cm de largura, 10,7 cm de altura, mais 0,4 mm de borda).

Mão masculina

 Para mulheres, então, o problema pode ser maior:

Mão feminina 1

E maior:

Mão feminina 2

 Não desgosto por completo do tamanho do S III, mas é hora de os fabricantes começarem a pensar em novos modos de interação com o dispositivo usando duas mãos ou a fazer aparelhos poderosos um pouquinho menores. Para mim, hoje, 4,3  de tela é o limite.

Aplicativos

Por vir direto da Samsung desbloqueado, nossa amostra do S III veio sem nenhum crapware de operadora, e a própria fabricante não incluiu (ainda) nenhum conteúdo de parceiros. A interface TouchWiz é a mesma do Galaxy S II, com pequenas alterações.

Visto de frente

O S III vem com três aplicativos principais da Samsung instalados: o S Memo, para tomar notas e desenhar (algo herdado do Galaxy Note)…

O S Suggest, lojinha de sugestão de aplicativos complementar ao Google Play (requer uma conta Samsung).

E o S Planner (não mostrado aqui), uma extensão do calendário do Android com interface modificada.

Mas o que interessa é o que não vem no S III brasileiro por não falar português: o S Voice, a "Siri" da Samsung (não vem instalado, mas consegui encontrar no Samsung Apps – mas não aparece mais lá). Funciona? Funciona. Dá para ver a previsão do tempo…

E eu consegui, entre um ou outro erro, programar o envio de um SMS usando apenas a voz. Divertido, sim, mas mesmo quando vier em português vai precisar de treinamento do consumidor para se habituar a falar com seu telefone.

O S III vem ainda cheio de pequenos detalhes adicionais no software, exclusivos da Samsung. Se está com um SMS aberto, basta aproximar o telefone do ouvido e a ligação é feita sozinha (cool!), o aparelho fica com a tela ligada quando "percebe" que você olha para ela e, da série "para que isso?", dá para ver um vídeo em uma janelinha menor enquanto mexe em outros apps/menus.

Picture in Picture no Samsung Galaxy S III

O que é interessante no software – e na integração com o hardware – é o S-Beam e o Wi-Fi Direct. O primeiro é mais curioso, mas menos prático (testei com o S III que está com o Gizmodo). Você escolhe uma foto, por exemplo, toca a traseira do outro telefone com seu aparelho e envia a imagem. Divertido, mas limitado.

A mesma coisa (enviar arquivos) pode ser feita também por Wi-Fi Direct, novo padrão que está presente em outros aparelhos do mercado hoje (como o HTC One S). Os dois dispositivos conversam sem fios e não precisam encostar um no outro. Mais simples e direto.

Uma outra boa mudança na interface é a multitarefa em lista com miniaturas, como já ocorria nos tablets com Android 3.0.

 E da série "pequenas frescuras que podemos inserir no aparelho", as miniaturas de vídeo ficam em movimento, dando uma prévia em tempo real de todos os vídeos. Por sinal, o S III rodou arquivos AVI e MKV quase sem problemas (o MKV ficou sem som).

 E na música, a opção "Salão de Música" encontra arquivos no aparelho de acordo com seu estado de espírito. Divertido.

Câmera

Com 8 megapixels de resolução (4:3), vídeos em 1080p (+captura de fotos durante uma filmagem), a câmera do Galaxy S III é a melhor encontrada em um aparelho Android topo de linha hoje. Traz resultados incríveis e muito rápidos.

câmera

Deixar a câmera no modo automático já cria boas imagens em macro, como meu chá de jasmim:

Mas a câmera tem opções de HDR, capturando uma foto sem efeito:

E uma com HDR, melhorando demais o contraste mesmo em um local com iluminação fraca.

No escuro, os resultados são OK.

E de dia, com luz boa, são impressionantes. Essa é a foto do céu reduzida a 640 pixels de largura:

E um recorte dela a 100%. Pouco ruído, bons detalhes.

Vamos testar nos gatos?

Aqui, surge ruído, mas no geral a foto é impressionante nos detalhes.

Além disso, a câmera do Galaxy S III é rápida: no modo disparo único, se você ficar pressionando o disparador, consegue tirar cinco ou seis fotos seguidas. Merecem destaque ainda o modo "beleza" (um microPhotoshop em tempo real aplicado à pele de humanos) e o disparo contínuo, que tira várias fotos na sequência para você escolher a melhor.

Desempenho

Entre os aparelhos com Android avaliados, o Galaxy S III tem os melhores resultados, graças ao processador quad-core de 1,4 GHz e o Android 4.0. Veja a evolução dos modelos em desempenho nos benchmarks padrão que usamos para avaliar smartphones:

Sua bateria também é impressionante: após quase 12 horas de uso intenso (3G, GPS, e-mail, ligações, roaming, Twitter, Foursquare, Facebook, Internet, SMS), o Galaxy S III atingiu a marca de 40% por dias seguidos. Para efeito de comparação, na geração anterior esse número chegou a 11% no final de um dia. Na prática, o Galaxy S III é bom em desempenho e em bateria.

Conclusões

Com hardware excelente e uma ótima integração de software e sistema operacional, o Samsung Galaxy S III é o aparelho que deve servir de exemplo para os concorrentes como "produto ótimo a ser atingido". A Samsung segue forte para liderar de vez o concorrido e lucrativo mercado de smartphones, e o S III é só mais um passo nessa direção. Hardware e software integrados oferecem uma incrível experiência ao usuário. Isso, claro, tem seu preço alto – desbloqueado, o S III tem o valor sugerido de R$ 2.099. É um topo de linha nos Androids, e continuará a ser pelo próximo ano, como já ocorreu com a geração anterior.

Eu, particularmente, não gosto muito da tela gigante, mas não é um impecilho decisor de compra (afinal, o S III cabe bem no bolso da calça e nem faz muito volume), e o design nem sempre agrada à primeira vista. De qualquer modo, indicamos sem medo a compra do Samsung Galaxy S III.